Dia Nacional do Design

Dia Nacional do Design

Hoje também é dia do Designer.

Sou aquela pessoa que sempre soletra o nome de sua profissão;

Que estudou para fazer Design, mas seu “sobrinho” não;

Que explica tudo nos mínimos detalhes quando lhe perguntam o que faz;

Tenta fazer os outros entenderem que você não é um completo desocupado ou louco excêntrico.

Que você não é um programador apesar de trabalhar com Web Design.

Que você não é mago ou vidente para adivinhar o que o cliente está pensando, imaginando; apesar de acharem que é.

Explicar que você não é louco por fazer o que faz (e amar o que faz);

E que Artes Plásticas não é o mesmo que Design.

Só porque você trabalha com Artes Visuais não significa que farei algo de graça;

afinal assim como você tenho contas a pagar no fim de todo mês.

Apesar de ser uma profissão não tão valorizada quanto a de Médico ou Advogado;

Nunca desiste por mais que os outros achem que você deve desistir desta profissão.

Sou aquele que quer sua profissão regulamentada.

 

Há 13 anos (19 de outubro de 1998) o Senhor Exmo. Fernando Henrique Cardoso instituiu nesta data o Dia Nacional do Design.

 

Como anda seu bom senso na web?

Como anda seu bom senso na web?

Ser um blog pequeno tem lá suas vantagens. Você fica “invisível” para certas pessoas e tipos de pessoas.

Haters, Talifãs, Stalkers, Trolls, Maria-vai-com-as-outras, Spammers, são figuras que existirão onde houver um blog.

Do que adianta ter um blog com centenas, milhares de visitas e seguidores se uma boa parte só participa e/ou acompanha por ter algum interesse pessoal.

Assim como na mesma velocidade que surgem, desaparacem.

Tudo tem que ser rápido, para ontem. Uma constante emergência, urgência. Uma impaciência que provoca reações imprevisíveis. Onde qualquer frase mal-entendida vira motivo para ser fusilado com palavras pouco amigáveis através de Redes Sociais e ainda passar como algo absolutamente normal. Não, isto não é para ser lição de moral. De maneira alguma. E às vezes sinceridade demais choca e faz com que você pareça arrogante.

Nos tornamos um pouco reféns desta vida digital; que de tão sedutora nos faz permanecer horas a fio frente à um mar de informações. Uma cobrança inconsciente que devemos ter o último upgrade de tudo, saber de tudo.

Ser hype, a garota/garoto it, a guru do fast fashion, A Maquiadora tem sido o must have do momento. E que ter status é usar aquelaroupademarca, aqueleprodutocaro, usar anglicismos e neologismos em demasia é o caminho para a “blogagem” de sucesso. Tudo isso sem doses homeopáticas de bom senso e coerência perde o sentido e graça. Ninguém consegue ser aquilo que não é 24h. É chato.

Da mesma forma que encher, entupir, poluir o blog de banners pensando será algo bom, que irá lhe render muito dinheiro só porque eles estão em toda parte. Ledo engano. E o que você faz quando se depara com este tipo de blog ou site? Geralmente nem se dá o trabalho de olhar muito e logo sai.

Há gente que embarca na ilusão que serão referências, pro bloggers sem o mínimo de esforço ou investimento (tempo, dedicação, etc).

Melhor dizendo, o esforço de copiar, colar e publicar algo existente dizendo que é seu, ou simplesmente fingir que não cometeu plágio só porque mudou e/ou acrescentou meia dúzia de palavras; e arrematou com o link da fonte, referência.

Todo mundo é livre para se expressar o que quiser, falar sobre o que quiser… sendo coerente e verdadeiro é o que vale.

Ser o primeiro, o que tem a notícia/novidade exclusiva pode ser legal mas pode criar grandes expectativas sobre você e acabar em decepção. Também querer falar sobre determinado assunto sem conhecimento de causa, é um tanto arriscado pois em algum momento você sentirá alguma dificuldade em seguir falando sobre o assunto. Não importa se é sobre maquiagem, internet, arte, cinema, etc. O importante é que tenha consciência que conhece o tema.

O bom senso está se tornando artigo raro nestes dias “internéticos”. Para alguns, 15 segundos de fama valem mais que seu Direito Humano à Privacidade. Onde ter a vida escancarada em fotos nada convencionais é algo para ser tratado como troféu. Assim como os assassinatos de gramaticais tratados com normalidade; é algo estranho de se ver já que estamos à um clique de qualquer informação.

Ninguém é perfeito e comete erros. Melhor ainda é ter coragem para assumi-los, crescer com isso e não ter vergonha deles, nem de procurar (seja no dicionário, seja através do Google) saber como se escreve, o que significa aquela palavra ou o assunto que está com dúvida.

Ás vezes sinto uma certa nostalgia dos dias de tédio frente à TV. Dias, onde esta ansiedade de informação e resposta era coisa de ficção científica.

Onde a Beleza valorizada era outra, a de caráter. Não essa coisa plastificada e fabricada pela mídia e pela sociedade. Uma beleza além da utopia imposta pela Era da manipulação digital de imagens.

É difícil desconectar, mas às vezes o fardo pesa por ter o mundo logo ali em nossa tela.

Grande parte de nós, não vive somente para seu blog. Temos nossa vida fora do blog e outras preocupações…

É atraente e sedutor mas a vida não se resume só a isso. Somos muito mais do que podemos mostrar ali em bytes.

 PS: Esta crônica não é um texto de auto-ajuda.  Não pretende denegrir, nem ofender ninguém. É uma reflexão sobre nossa auto-crítica, ética e bom senso na web.

 

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